quinta-feira, 3 de novembro de 2011
春
sábado, 7 de novembro de 2009
Minhas Linhas
Para você, que lê estas linhas.
Sinuosas dentre melancolias.
Minhas só minhas!
Com amor, apologias.
Aos cães a carne putrefata.
Aos homens minhas cognatas!
Do triste fim do amigo Quaresma;
Ao sexo com as Pistolas Inglesas.
Ideias em fúria,
Vivendo na luxúria.
Da linha com ternura
Para o traço da bravura.
Madrugada adentro,
Me vem o sono.
Palavras ao vento,
Carregadas de sentimento.
Sopradas à janela,
Para que tomem seu percurso e,
Quem sabe cheguem nela?
Para tocar o meu amor.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Alice.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Filosofia de Boteco
Existe aquilo que há;
Somente mediante a
Existência daquilo
Que caracterize o fato
Das duas existirem.
Sem tal, não existe
O “existir”.
Em face a caracterização
Do existir; se faz necessária
A presença de uma necessidade
Para tal. Sim, necessariamente,
Algo desnecessário não caracteriza
Necessidade real de existir.
Com a existência
Caracterizada pela
Necessidade de existir,
Advém a função;
Funcionalmente, algo
Precisa de uma
Real função para que
Em acordo; tudo
Funcione.
A existência caracterizada
Pela necessidade de existir e,
De acordo com a função.
Decorre o emprego; é
Preciso que se empregue
Uma certa empregabilidade
À função do emprego.
Empregando assim uma
Realidade empregada na
Relação com a,
Empregabilidade existencial;
Apenas.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Sem Ela:
Por triste definição,
Passarei na solidão.
Onde estar cercado
Por muitos;
Não supre minha
Necessidade.
Por triste supressão
Sentimental, ou não.
Ficarei sem chão.
No vazio agudo do nada,
No completo e arrebatado tudo.
Com a raiva fiz sexo,
Com o ódio flertei.
A calmaria chegou,
Mas a visão não passou.
Meus catetos em desencontro,
Definem uma hipotenusa errada.
Podendo ser consertada,
Mas deixam a chance passar.
Não foi falta de tentativa.
Desde a mais primitiva,
A esperança complexa
Que entendesse.
Seria sim, uma surpresa;
Que aparecesse para ir.
Necessariamente preciso
Pensar e me desiludir.
A única esperança
Jaz na relevância,
Que ela leva consigo.
Folia!
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Para um Grande Amigo:
Ele chora;
E isso me dói.
Viemos do mesmo lugar,
Normandia; nosso lar.
Perco de vista o tempo,
O qual já passou;
O qual há de passar.
Conversas na penumbra
Da noite.
À meia luz
Que transpassa as cortinas.
Eu choro;
E isso lhe dói.
Por causa dele,
Não choro mais.
Inconseqüente destino.
Mas ele que o desafiou.
É a minha vez;
Retribuindo o que por mim,
Já fez.
Ele chora;
E me corrói.
Levantar-te-ei como fizestes comigo.
Não apenas um amigo.
Mas algo indescritível.
Incomensuravelmente, abstrato.
Sim, pois só alguns conseguem ver;
O que O Artista tentou transparecer.
Um abraço, e...
Ele não chora mais.



