quinta-feira, 3 de novembro de 2011


A alegria volta à mim.
Minh'alma se agita como nunca.
Logo surge um sorriso infantil,
Com a chegada da Primavera.

Olho para seu rosto esculpido à mão,
Pelos antigos artesãos de outrora.
Em longíquas terras isoladas pelo azul;
Onde o Sol beija o mundo primeiro,
Ela me beija o rosto igual.
Com a chegada da Primavera.

Olhos profundos, sinceros,
Onde posso mergulhar.
Seu andar traz a magia do Oriente.
Mas seus ideais são da Terra Mãe.
Com a chegada da Primavera.

Dançamos à noite até a exaustão.
Onde encontro-me acolhido em seus braços.
Não sinto mais frio, não sinto mais dor,
Não sinto medo.
Com a chegada da Primavera.

A meia luz se esconde,
Seu corpo se acende revelando
Sinuosas curvas contendo segredos
Jamais revelados, apenas descobertos.
com a chegada da Primavera.

Disse eu aos deuses,
No zerar dos calendários.
"Um amor para amar".
Reconheci quem já conhecia.
Ao desejar;
Passaram-se os verões.
Com a chegada da Primavera.

Feliz 22 primaveras.
Feliz aniversário.

Lembre-se, ao virar do dia dezoito para o dezenove, quem foi presenteado fui eu.

Seu amor.
Thiago.

sábado, 7 de novembro de 2009

Minhas Linhas





Para você, que lê estas linhas.

Sinuosas dentre melancolias.

Minhas só minhas!

Com amor, apologias.


Aos cães a carne putrefata.

Aos homens minhas cognatas!

Do triste fim do amigo Quaresma;

Ao sexo com as Pistolas Inglesas.


Ideias em fúria,

Vivendo na luxúria.

Da linha com ternura

Para o traço da bravura.


Madrugada adentro,

Me vem o sono.

Palavras ao vento,

Carregadas de sentimento.


Sopradas à janela,

Para que tomem seu percurso e,

Quem sabe cheguem nela?

Para tocar o meu amor.


terça-feira, 28 de abril de 2009

Alice.




Tu cuja distância
Impiedosa separa,
Alheia à discrepância
Daquele que ampara.


Cala-te submissa
Ao vento, ao menos;
Para sentir minha
Voz em sussurro.


Elogiando e crucificando,
Eloqüente, o destino.
Canto suave,
De apenas um andarilho.


De um alguém qualquer,
Ao observar teus encantos
De Mulher.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Filosofia de Boteco






Existe aquilo que ;

Somente mediante a

Existência daquilo

Que caracterize o fato

Das duas existirem.

Sem tal, não existe

O “existir”.


Em face a caracterização

Do existir; se faz necessária

A presença de uma necessidade

Para tal. Sim, necessariamente,

Algo desnecessário não caracteriza

Necessidade real de existir.


Com a existência

Caracterizada pela

Necessidade de existir,

Advém a função;

Funcionalmente, algo

Precisa de uma

Real função para que

Em acordo; tudo

Funcione.


A existência caracterizada

Pela necessidade de existir e,

De acordo com a função.

Decorre o emprego; é

Preciso que se empregue

Uma certa empregabilidade

À função do emprego.

Empregando assim uma

Realidade empregada na

Relação com a,

Empregabilidade existencial;

Apenas.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Sem Ela:





Por triste definição,

Passarei na solidão.

Onde estar cercado

Por muitos;

Não supre minha

Necessidade.


Por triste supressão

Sentimental, ou não.

Ficarei sem chão.

No vazio agudo do nada,

No completo e arrebatado tudo.


Com a raiva fiz sexo,

Com o ódio flertei.

A calmaria chegou,

Mas a visão não passou.


Meus catetos em desencontro,

Definem uma hipotenusa errada.

Podendo ser consertada,

Mas deixam a chance passar.

Não foi falta de tentativa.


Desde a mais primitiva,

A esperança complexa

Que entendesse.


Seria sim, uma surpresa;

Que aparecesse para ir.

Necessariamente preciso

Pensar e me desiludir.


A única esperança

Jaz na relevância,

Que ela leva consigo.

Folia!




terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Para um Grande Amigo:






Ele chora;

E isso me dói.

Viemos do mesmo lugar,

Normandia; nosso lar.


Perco de vista o tempo,

O qual já passou;

O qual há de passar.


Conversas na penumbra

Da noite.

À meia luz

Que transpassa as cortinas.


Eu choro;

E isso lhe dói.

Por causa dele,

Não choro mais.


Inconseqüente destino.

Mas ele que o desafiou.

É a minha vez;

Retribuindo o que por mim,

Já fez.


Ele chora;

E me corrói.

Levantar-te-ei como fizestes comigo.

Não apenas um amigo.

Mas algo indescritível.


Incomensuravelmente, abstrato.

Sim, pois só alguns conseguem ver;

O que O Artista tentou transparecer.


Um abraço, e...

Ele não chora mais.


domingo, 11 de janeiro de 2009

Minha Lua







Parei para observá-la,

Sempre linda;

Já havia reparado, claro!

Mas nunca por esse ângulo.


Seu rosto emana luz.

Sombras de nuvens que

Aos poucos desaparecem;

Revelando uma outra face.


Um semblante que muitos

Nunca viram, presumo.

Se viram, não como eu.

Não com meus olhos.